5 Frutas da América do Norte

5 FRUTAS DA AMÉRICA DO NORTE

5 Frutas da América do Norte: Conheça algumas frutas nativas, originárias da América do Norte, que são habitualmente pouco consumidas:

Frutas da América do Norte #1: Asimina ou PawPaw

Frutas da América do Norte: Asimina Triloba

Asimina triloba; Annonaceae: Não se deve confundir com o mamão (Carica papaya), que é chamado pawpaw em alguns dialetos ingleses).

Conhecida pelo nome comum de papaw, é uma pequena árvore decídua, nativa do sudeste da América do Norte, que produz grandes frutos comestíveis de coloração verde-amarelada ou acastanhada na maturação. O gênero Asimina é da família Annonaceae, a mesma da anona, da graviola e de outros frutos cultivados comercialmente e é uma das Frutas da América do Norte.

Frutas da América do Norte #2: Buffaloberry (Shepherdia argenta; Elaeagnaceae)

Frutas da América do Norte: Buffaloberries

Crescem naturalmente nas pradarias do Canadá. Elaeagnaceae é uma família de plantas com flor, pertencente à ordem Rosales, que agrupa pequenas árvores e arbustos nativos das regiões temperadas do Hemisfério Norte, das regiões tropicais do sul da Ásia e da Austrália. A família agrupa cerca de 60 espécies repartidas por três gêneros.

Morfologia

São pequenas árvores ou arbustos nativos de regiões temperadas. São plantas espinhosas, com folhas simples, muitas vezes recobertas por pequenas escamas ou tricomas. A maioria das espécies são xerófitas, algumas halófitas, tolerando, para além da secura, altas concentrações de sais no solo.

As Elaeagnaceae apresentam frequentemente nódulos radiculares que albergam numa relação simbiótica bactérias diazotróficas do género Frankia (da ordem Actinomycetales) que fixam azoto molecular, fazendo destas espécies plantas úteis em processos de recuperação de solos.
Esta característica, a que se junta a abundante produção de sementes, leva a que muitas vezes as Elaeagnaceae sejam consideradas como ervas daninhas, comportando-se como espécies invasoras em terrenos agrícolas e espaços ruderais.

Os caules e folhas são recobertos por tricomas castanhos prateados ou dourados que são ou peltados ou escamosos. Os gêneros Shepherdia e Hippophae são unissexuais, com órgãos reprodutores masculinos e femininos em plantas diferentes (plantas dióicas).

As flores são desprovidas de pétalas, o perianto compreendendo um único verticilo de duas a oito sépalas fundidas. Na flor masculina o receptáculo é frequentemente plano, enquanto que nas flores bissexuais e femininas é tubular.

As flores masculinas ou hermafroditas têm quatro a oito estames, com filamentos livres e anteras biloculares. O ovário é súpero com um único carpelo (monocapelar) contendo um único óvulo anátropo erecto. O estilete é longo e tem um único estigma.

O fruto é um aquênio ou uma estrutura semelhante a uma drupa envolvida pela parte inferior persistente e espessa do cálice. O fruto contém uma única semente, com pouco ou nenhum endosperma e um embrião recto com cotilédones grossos e carnudos.

Frutas da América do Norte #3: Caqui Americano (Diospyros virginiana; Ebenaceae)

Frutas da América do Norte: Caqui Americano

O caqui ou dióspiro americano, Diospyros virginiana L. é uma espécie de dióspiro que é encontrado é uma das Frutas da América do Norte. Se distribui no sudeste dos Estados Unidos da América, desde a Nova Inglaterra à Florida e, para oeste, até ao Texas e Kansas.

A árvore, que pode crescer até aos 20 m e tem geralmente tronco fino, muito ramificado, formando uma copa larga, é cultivada desde tempos pré-históricos pelos nativos americanos, devido ao seu fruto doce e à qualidade da sua madeira.

O fruto (de cor laranja a negra) é uma baga de formato arredondado ou oval, com dois a seis cm de diâmetro e pode conter uma a oito sementes. É adstringente quando verde, mas muito doce quando maduro, sendo popular na culinária dos Estados Unidos. As sementes torradas podem ser usadas para substituir o café. O dióspiro americano é rico em vitaminas, cálcio, ferro, fósforo e zinco.

Frutas da América do Norte #4: Muscadine (Vitis rotundifolia; Vitaceae)

Frutas da América do Norte: Vitis rotundifolia

É é uma das Frutas da América do Norte. Nos Estados Unidos, esta uva é conhecida como “muscadine” (que pode ser traduzido para português como “muscadínea”) ela não é consumida apenas ao natural mas é usada também na fabricação de sucos e geleias.

A Vitis rotundifolia é uma espécie de uva do gênero vitis, nativa do sul dos Estados Unidos bastante cultivada desde o século XVI. A área de cultivo se estende desde o sul de Nova Iorque até à Flórida, passando pelo Missouri, Kansas, Arkansas, Oklahoma e Texas. A planta está perfeitamente adaptada ao clima quente e úmido dessa região.

Frutas da América do Norte #5: Uva-americana

Uva-americana

Algumas espécies da uva-americana (por exemplo, Vitis labrusca; Vitaceae) e da uva americana-europeia híbrida são cultivadas onde Vitis vinifera não é adaptada as condições ambientais e são usadas para fazer enxertos.

A Vitis labrusca (ou cataúba) é uma espécie de videira de origem norte-americana, que produz excelentes frutos para consumo in natura e para a produção de sucos. Porém, os seus frutos não são indicados para fazer vinhos de qualidade devido ao aroma desagradável e o baixo teor alcoólico alcançado na sua fermentação.

A importância da videira americana para o fabrico de vinhos provém da sua utilização no processo de enxertia, objetivando o fortalecimento das videiras europeias, uma vez que há mais de um século não se pratica o plantio em pé franco, ou seja, deixou-se de lado a prática de retirar a vara de uma videira mais velha e enfiá-la diretamente no solo para se conseguir uma planta nova.

O porta enxerto elaborado com esta espécie da videira americana, chamado “cavalo”, funciona como simples condutor de seiva e a videira européia, chamada “cavaleiro”, contribui com a parte genética para garantir a qualidade da uva e, por conseguinte do vinho.

A enxertia foi a maneira encontrada pelos viticultores de garantir a existência dos vinhos de boa qualidade quando as videiras originais foram dizimadas pela filoxera.

A Europa no final do século XIX, entre os anos de 1865 e 1885 teve parreirais quase que completamente devastados por uma praga chamada filoxera. A filoxera é um minúsculo inseto, batizado com o nome científico Phyloxera vastatrix.

No Chile existem videiras centenárias ainda férteis. Graças ao clima excessivamente seco e pela barreira formada pela Cordilheira dos Andes, os parreirais chilenos não foram atingidos pela filoxera.

Em Portugal, na Espanha e na região de Champagne na França, também ainda hoje existem videiras centenárias férteis, que não foram atingidas pela filoxera, graças a um capricho da natureza.

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